Reações

Se pudesse resumir em palavra o que foi a final de Roma entre Maria Sharapova e Na Li, escolheria reações. Como a da russa que venceu o jogo depois de salvar um match point, como a da chinesa que igualou o 3º set depois de estar com duas quebras a baixo. Ou a da russa  que venceu seis games seguidos saindo de um desesperador set mais 4/0, ou da chinesa que venceu seis games seguidos chegando a um confortável set mais 4/0. Ou do público que viu um jogo cheio de reviravoltas ganhar outro agravante dramático: A chuva.

Como naquelas cenas que as câmeras de TV adoram exibir nas partidas emocionantes (lembram do japonesinho do Palmeiras?) registrei algumas reações da twittosfera tenística enquanto as águas rolavam no Foro Itálico. Ex-jogadoras, jornalistas, blogueiros, amigos, gente comum. Quem parou pra ver essa partida e deu algum pitaco.

Final day in Rome… final day working for the WTA…let’s hope it’s a good one!

Katie Spellman, que passa a trabalhar exclusivamente com Petra Kvitova

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Esse Maria x Li tá com cara de decisão nos detalhes. E nesses momentos, eu sou mais a russa.

#sheilapower 1

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It’s cute how Li Na pretends she’s listening to her husband. Hogstedt, “You have to be consistent. You cannot give her two points a game.”

Courtney Nguyen, jornalista da Sports Illustrated e dona do blog/twitter Forty Deuce

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Alô, é da Polícia de Roma? Eu queria registrar um desaparecimento. O nome dele é CÉREBRO DA MARIA SHARAPOVA”

Filipe Ribeiro, fã de Maria Sharapova e dono do blog T de Tênis

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Nunca é surpreendente a Na Li jogar demais. O que talvez me vá surpreender é ela não cabeçudar lá pro final.

#sheilapower2

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Li after her 1R win: “The same problem at Madrid, Stuttgart. I always have easy to win 1st set and then the mind is like somewhere else.”

Courtney Nguyen

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At least that was better than yesterday’s eight-minute stretch during which the Clippers didn’t win a single point against the Spurs.

Bobby Chintapalli, jornalista norte-americana a respeito de sua torcida para os Clippers e para Na Li

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Seis games seguidos pra uma, seis games seguidos pra outra. Vamos pro terceiro set

Alexandre Cossenza, jornalista do Globoesporte.com e dono do blog Saque e Voleio

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Despite all the ups and downs, this is by far the most exciting final of WTA in 2012.

Tennis Uptades

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I can’t believe what I am seeing!!

Rennae Stubs, duplista australiana e comentarista do Tennis Channel

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Can u imagine the ppl who bet on this match ??

The Boiled Egg, responsável por Unnoficial Updates diários do ranking da WTA no Tennis Forum

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It should rain vodka for the both of them, not water

Enrico Maria Riva, jornalista italiano

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I wonder what Serena is thinking now?

Caro’s wrist, um dos inúmeros perfis engraçadinhos sobre partes do corpo dos tenistas

Madrid: “at least we have roofs! Who’s laughing now?”

Tennis Updates

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Definitive decision about play suspension to be taken between 8,00 p.m. and 8,15 p.m..

Twitter oficial do torneio

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I think both deserve credit for just getting on with this match with minimal complaints. Conditions are prob worse than when they went off.

Foot Fault

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Meu, elas jogaram no saibro azul. Isso é fichinha para elas.

RockTenis

Both ladies laughing at impossible situation = great sportswomanship. Yay Masha, you cow on ice

Lynn Berenbaum

Na Li vai errar. Anotem

Michel Figueiredo, aka Daszmarelli, do site 40Love

TÁ LAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Lays Guerrero, a maior fã das tenistas russas no Vale do Paraíba

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Sharapova quebou mais um TABU. Ganhar jogo interrompido. Agora só falta a Serena! \o/
George Galli dono do blog WTAngels e outro fã de carteirinha de Maria Sharapova

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Chariots of Fire? This trophy ceremony is so awkward.

Courtney Nguyen, em  seu perfil pessoal

Aconteceu em Madrid

Enquanto você apenas se preocupava com o saibro azul, muita coisa legal ficou em segundo plano no Premier de Madrid. Então vamos a cinco historinhas que passaram despercebidas na última semana.

Rumo a Londres

Ninguém viu, mas dizem que Venus Williams passou sufoco para vencer Simona Halep no tiebreak do 3º e que tomou um baile da Kerber na rodada seguinte. A queda ainda na segunda fase e a boa campanha da uzbeque-americana Varvana Lepchenko no saibro azul acenderam o sinal amarelo para a Campeã Olímpica de 2000.

Venus começa a semana como 57ª na corrida olímpica (são 56 vagas diretas) e como 5ª americana (são no máximo 4 simplistas por país), mas como Lepchenko já perdeu ainda no quali de Roma, a mais velha das Williams precisa de apenas uma vitória para ganhar posições. Ainda tem algumas ameaças um pouco abaixo como Timea Babos e Pauline Parmentier, mas Venus fora das Olimpíadas? I don’t think so… (Petra’s accent)

Aqui, não!

Dona de 4 Slams e líder da Armada Espanhola em 5 conquistas de Fed Cup, Arantxa Sanchez-Vicário assumiu neste ano a responsabilidade de capitanear o selecionado de seu país na competição. E já arrumou polêmica. Arantxa deixou de convocar Anabel Medina Garrigues, especialista em saibro, para o confronto diante da Eslováquia, e a derrota acabou custando a permanência 1ª divisão.

Depois disso, ficou a expectativa de que a principal tenista espanhola jogasse no estádio que leva o nome de Arantxa. Não rolou.

Pererê

Primeira rodada do torneio e a Wozniacki escorrega no azulão, torce o tornozelo, mas vence. Segunda rodada: Mesmo com dor, ganhou sem muito drama. Terceira rodada: Em entrevista ao periódico dinamarquês Ekstra Bladet, Piotr Wozniacki afirma horas antes de sua filha enfrentar Serena Williams que a loira jogaria “com apenas uma perna”. Bom… Considerando que ela foi a única a tirar um set da Serena no torneio e pelas atuações recentes da dinamarquesa, posso afirmar que a Wozniacki anda melhor com uma perna do que com duas.

Slow, Love. Slow…

Diz a regra que o sacador deve repor a bola em jogo no máximo 25 segundos depois da conclusão do ponto anterior. A gente sabe muito bem que essa regra é tão cumprida quanto os tais seis segundos que os goleiros têm no futebol, e que em pouquíssimas oportunidades o cidadão recebe alguma punição.

Entretanto, a apressadinha tcheca Andrea Hlavackova foi na contramão da história e mal terminava um ponto já tornava a sacar novamente na partida contra Victoria  Azarenka, pela segunda rodada. Tal atitude rendeu uma advertência verbal por parte da árbitra australiana Kerrilyn Cramer, apontando que Hlavackova recomeçava a partida muito rápido.

Enquanto isso, na ATP, a TV chegou a exibir uma estatística com o tempo entre os saques de Nadal e Verdasco…

Bra-Break

Se você não acordou a tempo de ver os instantes inicais da final entre Serena Williams e Victoria Azarenka, perdeu o lance que definiu o campeonato. As moças já haviam entrado em quadra, feito o sorteio, tirado foto com a árbitra e se aquecido.

Tudo pronto para começar o jogo e a Serena solicita para a “hater and unattractive inside” Eva Asderaki para se dirigir ao vestiário e trocar de sutiã. Pedido que foi atendido sem ressentimento. Resultado do jogo: Massacre da Serena. Mas com certeza a partida teria outro rumo se isso não tivesse acontecido.

Haja estômago

Na manhã desta quinta-feira, 10 maio, a tcheca Lucie Safarova teve de abandonar a disputa do Premier de Madrid. O motivo para a desistência foi um desconforto gastro-intestinal sofrido pela 21ª do ranking horas antes de de enfrentar Maria Sharapova pelas oitavas de final do evento.

Entretanto, engana-se quem pensa que a ex-Senhora Berdych seguirá para Roma e disputará mais um Premier na próxima semana. Tudo por conta da terceira edição Sparta Prague Open, torneio de nível ITF que distribui 100 mil dólares em prêmios e conta com a participação da tenista local como cabeça de chave 1.

O caso não é inédito. No ano passado, Petra Kvitova também teve de abrir mão do torneio na capital italiana e rumou para sua terra natal logo depois de conquistar Madrid e ingressar pela primeira vez no grupo das 10 melhores tenistas da atualidade. Em casa, Kvitova chegou à final e perdeu para a eslovaca Magdalena Rybarikova. Por ser uma Top 10 na semana de divulgação da lista deste ano (publicada em 26 de abril), a Campeã de Wimbledon não pode ser escalada para um evento de tal porte (e você aí reclamando do regulamento da WTA). Sobrou pra Lucie.

Kvitova teve que abrir mão de Roma para participar do torneio local no ano passado.

A capital tcheca chegou a sediar um Intenational entre 2005 e 2010 (entre 2005 e 2008 era chamado Tier IV), promovendo a entrada das próprias Kvitova e Safarova e de Lucie Hradecka, Andrea Hlavackova, das gêmeas Krystina e Karolina Pliskova nos torneios de primeira linha, além de receber nomes de peso como Dinara Safina, Samantha Stosur e Marion Bartoli.

Hoje, a realidade é outra. Embora tenha 6 jogadoras no top 100 (11 até as 150), precisa se contentar com um ITF de 100 mil dólares, interessantíssimo para aquelas top 100 que acabam não entrando nas chaves de torneios do nível de Roma ou Madrid ou para aquelas que precisam desesperadamente de pontos e temem por eliminações precoces em torneios maiores.

Não era o caso da Kvitova. Não é o caso da Safarova.

Perfil: Laura Pigossi

Para um espectador frequente da WTA, perguntar qual a tenista favorita de Laura Pigossi é mera formalidade. Basta observar as roupas que a jovem tenista brasileira usa em quadra para notar sua admiração por Victoria Azarenka. Da bielorrussa também vem a inspiração para um estilo de jogo mais agressivo com muitos forehands cross-court para deixar as adversárias na desconfortável posição de correr de um lado a outro. “Sempre gostei de atacar, ir pra cima. Não sou muito fã de longas trocas de bola”, conta.

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O começo no tênis foi aos seis anos, por influência do irmão mais velho, Lucas. “Quando eu era criança, queria fazer tudo o que o meu irmão fazia. Gostava muito de jogar futebol, e jogava bem! Aí ele começou no tênis, eu também aprendi a jogar e tô até hoje”. Mas e se ela não fosse tenista? “Acho que… Acho que eu seria tenista mesmo”.

Aos 17 anos, Pigossi é hoje a 18ª colocada no ranking juvenil da ITF, posição que lhe assegura um lugar nas chaves principais de Roland Garros, Wimbledon e US Open de sua categoria. Entretanto, para conquistar essas vagas, a tenista nascida na capital paulista precisou abrir mão do Australian Open (onde teria que furar o quali) no início do ano para disputar uma gira pela América Latina. Ela conta decisão foi difícil, mas que o saldo foi positivo.

“Eu queria muito ir para a Austrália. Mas eu sabia que teria que ser excepcional por lá para a viagem valer a pena. Conversei minha equipe (Renato Messias, Carla Tiene e Orlando Rosa da academia Play Tennis em São Paulo) e decidimos que seria melhor jogar aqui e melhorar o meu ranking para eu poder me garantir nos outros três e planejar melhor o meu calendário para o resto do ano”.

Pigossi deverá voltar a jogar ao lado da mexicana Marcela Zacarías, mas não descarta se juntar a Bia Haddad em breve

Uma das razões para o salto da brasileira no ranking nesta temporada é a parceria vitoriosa com a mexicana Marcela Zacarías, com quem conquistou dois títulos de duplas no circuito juvenil, com destaque para o ‘Abierto Juvenil Mexicano’, de nível GA. Laura aposta no entrosamento da dupla para seus próximos torneios, mas não descarta a formação de uma dupla verde-amarela com Beatriz Haddad Maia, número 15do juvenil. “Eu nunca pude a fazer dupla com ela. A gente tentou em Wimbledon no ano passado e agora no Sulamericano (disputado na Bolívia no final de março, e onde a brasileira foi campeã ao lado da equatoriana Domenica González) mas acabamos jogando com outras meninas. Mas a Bia é super amiga minha e a gente pode jogar juntas, sim.”

Vice-campeã de duplas e eliminada na segunda rodada do Future de 10 mil de São José dos Campos/SP na última semana, a tenista já tem um cronograma definido. Jogará o Aberto de Brasília (torneio de 25 mil) nos próximos dias e depois segue para 8 semanas na Europa. Além de Roland Garros e Wimbledon, participará dos torneios juvenis em Milão (GA) e Roehampton (G1), e também outros 3 ITF’s 25 mil como profissional nas cidades italianas de Grado e Pádova e em Montpellier na França.

Para o futuro, tem grande expectativa para a volta do Brasil ao calendário da WTA a partir da próxima temporada. É verdade que o pouco tempo no circuito profissional faz com que ela dependa de convite para participar de um torneio desse porte, mas a jovem tenista destaca a importância de poder estar ao lado das melhores do mundo.

“Como o meu ranking ainda é muito baixo (1131ª) eu dependeria de um wildcard na chave ou no quali para disputar o torneio. Mas vai ser muito bom trazer o torneio para o Brasil para as meninas poderem enxergar o tênis que é jogado lá fora, que é onde todas querem chegar”. Perguntada sobre quem gostaria de ver de perto, não teve dúvida. “Já vi muitas delas jogando na Europa, mas se pudesse escolher uma para vir aqui, seria a Azarenka”.

Getting to know… Alizé Lim

Foto:Ana Witts / DivulgaçãoFoto:Ana Witts / Divulgação

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A francesa Alize Lim arrancou risos do público que aproveitou o feriado de primeiro de maio para acompanhar de perto o ITF 10 mil de São José Campos. Tudo porque a tenista de 21 anos e belos olhos verdes correu para conversar com uma fotógrafa tão logo terminou sua partida de estreia na competição, diante da qualifier Eloah Lopes, vencida por 6/0 e 6/3.

Lim, que é a 284ª na WTA (e 17ª entre as francesas) também revelou sua admiração por Marion Bartoli e colocou-se ao lado da número 1 da França na polêmica envolvendo a tenista e a federação de seu país.

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Como foi seu começo no tênis?

Comecei a jogar tenis aos 5 anos com os meus pais, mas só tive minhas aulas e participei dos primeiros torneios a partir dos 11 anos.

Na atual temporada você já tem a oportunidade de participar de eventos maiores, inclusive qualis de WTA (em Dubai e Paris). O que te motivou a disputar um torneio de 10 mil dólares no Brasil?

Em primeiro lugar porque eu preciso de pontos e os torneios na Europa e Estados Unidos são muito fortes. Então escolhi a América do Sul. Joguei na semana passada na Venezuela e depois deste torneio, irei para Brasília anes de retornar à Europa. Além disso, gosto muito do Brasil. É a minha segunda vez  no país. – Jogou em novembro de 2010 nos torneios de 25 mil em Niterói/RJ, Angra dos Reis/RJ e São Paulo -

E quais as diferenças entre o que você encontra na WTA e na ITF?

As condições são muito diferentes. Na WTA somos tratadas como princesas não só nos locais dos torneios, mas também nos hoteis e transporte, e a gente não encontra essas facilidades nos eventos ITF. Muda o entorno, mas quando entro em quadra, o trabalho é o mesmo.

Como você descreveria seu estilo de jogo?

Hummm… Eu não quero dar informações às minhas adversárias. (risos)

Eu tenho ser uma jogadora rápida, já que não tenho muita potência nos golpes para “HIT-HIT-HIT”. Então procuro pensar mais o jogo e explorar uma maior variedade de golpes.

Fale um pouco sobre o seu saque:

O saque foi um fator fundamental para a tranquila vitória da francesa em sua partida de estreia na competição. Especialmente no 5º game do 2º set, entao empatado em 2/2, quando disparou 3 aces.

Não é o meu melhor golpe, mas recentemente tenho trabalhado para melhorá-lo. Em condições tão duras, com sol, vento e calor, eu foquei bastante no saque porque soube que poderia ser uma arma a meu favor.

Qual sua opnião sobre a polêmica envolvendo a Federação Francesa e Marion Bartoli, que não é convocada para a equipe da Fed Cup (por ser treinada pelo pai) e não poderá disputar as Olimpíadas?

É uma estupidez. A Federação Francesa é a única que não permite técnicos particulares e infelizmente acabamos ficando sem a nossa melhor jogadora. Marion é um exemplo. Ela trabalha duro e é muito forte mentalmente. Eu sei que se eu me esforçar posso me tornar tão forte como ela.

E qual a sua meta para o fim da temporada?

Eu não costumo estabelecer um prazo, mas o meu objetivo é chegar ao Top-100 o mais rápido possível.

Sanowa?

Já ouviu falar na ex-número 1 do mundo Daniela Sanowa? Não? Vou explicar, Daniela Sanowa é o resultado de um lapso do Sr. Richard Williams, pai de Venus e Serena, para se referir à russa Dinara Safina, que completa 26 anos nesta sexta-feira (27). Sem entrar em quadra há praticamente um ano, em decorrência de uma lesão crônica nas costas, a atual 454ª no ranking precisou conviver com uma série de pressões ao longo da carreira até se firmar entre os grandes nomes do circuito.

A IRMÃZINHA

Desde que começou a se destacar no circuito da WTA, Safina aparecia na sombra do irmão Marat Safin. Ex número 1 e dono de dois Majors. São inúmeros os casos de irmãos praticando o mesmo esporte, basta lembrar das irmãs Williams, dos Bryans, Sócrates e Raí, Assis e Ronaldinho, Gustavo e Murilo Endres (vôlei), Cacá e Popó Bueno, Kaká e Digão (ele jogou no Milan!)… e as comparações são injustas e inevitáveis. “Com X anos, ele já tinha ganhado um Slam”. É verdade que Safina não conseguiu repetir os mesmos feitos do irmão, hoje Deputado no parlamento russo,  mas os 12 títulos, as 26 semanas na liderança do ranking e os 3 vices em Slam serviram para colocar o nome de Dinara na história do tênis feminino. Mesmo que seja naquele capítulo “They also count” da antológica enciclopédia de Bud Collins.

BOOM DA RÚSSIA

Se nos tempos da antiga União Soviética o tênis tinha pouca expressão naquela que era uma das principais potências esportivas do planeta, depois das aberturas política e econômica, o esporte se consolidou como um dos mais populares do país.

No fim dos anos 90 e início dos 2000 houve uma explosão de tenistas russas no circuito. Nomes como Anastasia Myskina, Anna Kournikova, Maria Sharapova, Elena Dementieva, Svetlana Kuznetsova, Vera Zvonareva, Nadia Petrova e a própria Safina se sobressaíram. Tal como essas, milhares de outras russas brotam nas chaves dos torneios da WTA ano-a-ano, sendo constantemente substituídas por safras e safras tenistas russas. Chegar onde Safina chegou é para poucas.

SEM SLAM

A velha história da moça que chega à primeira posição do ranking sem ter conquistado um título de Grand Slam. A tenista é contestada pelo público, pela imprensa e até mesmo pelas outras jogadoras. Jankovic foi chamada de “A pior número 1 da história”, Wozniacki de “Wozterisc”  ou “Wozzzzz…”. E assim será com eventuais próximas que repetirem o feito. (Aga, prepare-se).

O caso mais marcante ocorreu quando Serena Williams chegou a ridicularizar as conquistas da russa em Roma e Madri no ano de 2009, ano em que perdeu para a americana na final da Austrália e para Svetlana Kuznetsova em Paris.

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Dinara Safina superou tudo isso para construir sua carreira acima dessas e outras pressões que sofreu, mas o espírito aguerrido que mostrava dentro de quadra pouco foi suficiente para lidar com as lesões, que ao longo dos últimos anos tem minado com sua condição física e psicológica.

Em meio a derrotas pesadas como o duplo 6/0 de Kim Clijsters no ano passado, um último sorriso veio na vitória sobre Sam Stosur em Indian Wells quando comemorava como uma criança ao ganhar um brinquedo novo. O adeus oficial ainda não foi dito e é difícil acreditar que Safina voltará ao tênis. Mas eu gostaria de vê-la brilhar e sorrir pelo menos mais uma vez.

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Parabéns, Dinara.